Notas de jazz e cheiro de café
- Cheila Cristina Vieira

- 4 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 12 de jun. de 2025
Entre o silêncio de um gole e outro, e o burburinho suave que toda cafeteria tem, o aroma doce do Café Afonso perfumava o ar e deixava minhas papilas felizes e saltitantes, enquanto uma música de jazz tocava ao fundo, me inspirando à presença.
Gosto de explorar cafeterias na companhia do meu silêncio e do meu caderno — é nessa quietude que sinto a alma do lugar se revelar.
Café sempre me remete a lar, aconchego e amor — e ali, no meio da biblioteca, entre livros, mobílias e meu caderno, me senti abraçada. Meus pensamentos soltos eram inspirados pelo ambiente, e a escrita fluía. A conversa da sala ao lado, sobre cafés, me instigava e só expandia ainda mais tudo que eu sentia. Lembrei do meu curso de barista, e foi como um toque na alma.
Meu corpo não precisava de mais cafeína, mas eu não conseguia sair dali:
— Mais uma xícara, por favor. Aliás, dessa vez, um cold brew.
Sou dessas que preferem o quentinho de um bom filtrado, mas essa bebida veio na hora certa — para encerrar o dia com leveza e frescor.
Cafeterias são pequenos mundos: cada uma tem um cheiro, um ritmo, um clima, e eu tenho uma lista de cafés que conheci, e logo me senti inspirada a escrever sobre o local e as pessoas que faziam tudo acontecer ali: a energia, o amor e a entrega. A gente sabe quando tem amor, né? E eu, pouco intensa e sensível que sou, logo noto a energia do ambiente — e esse me tocou.
Pessoas amáveis. Lugar com cara de lar — eu disse lar, e não casa. Aquele que acolhe, sabe?
Inclusive, tenho algumas notas guardadas de outras cafeterias. Em breve, entre as pausas da vida, eu apareço aqui novamente — com uma nova história sensorial e uma boa xícara de café. Preto e sem açúcar, obrigada!
| Entre cafés e respiros, escrevo o que sinto. | Blum's Kaffee
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Cheila

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