A paz que habita o offline
- Cheila Cristina Vieira

- 24 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 12 de jun. de 2025
Tenho passado bastante tempo off e abraçado, cada vez mais, o estilo slow living. Já faz um tempo que a vida vem me chamando para mais presença e menos telas. E ultimamente, com algumas mudanças em uma das minhas áreas de trabalho, tenho conseguido viver isso com mais verdade.
Sem WhatsApp, sem redes sociais, sem notificações. Meu celular sempre foi aquele no silencioso, no modo avião, no "não perturbe". E agora isso virou rotina.
Depois que reduzi minha carga horária em um trabalho que exigia estar constantemente conectada, tudo ficou mais leve. Hoje, consigo direcionar minha energia a outros projetos, longe do bombardeio de informações e interações. Às vezes, passam dias e eu nem sequer encosto no celular — pois é. Parece loucura pra uns, mas pra mim é libertador.
Vou te dizer: já tentei focar nas redes, criar conteúdo pro meu trabalho... Mas toda vez, com ou sem ajuda, a ansiedade vinha junto. E olha, já vivi meus anos de ansiedade. Não tenho mais tempo pra isso (risos).
Desde então, repito pra mim mesma: minha saúde mental vem primeiro. É um processo desafiador, principalmente quando se depende da internet pra trabalhar, mas venho encontrando outras formas de me conectar com as pessoas — de um jeito mais orgânico, mais fluido, mais verdadeiro.
E no fim das contas, é sobre isso: ser honesta com você mesma e respeitar seus limites. Se eu sei que minha tolerância para interações é mínima, por que forçar algo que não me nutre?
Hoje, compartilho quando sinto que algo precisa ser dito. Quando nasce de mim a vontade genuína de dividir uma experiência que faça sentido — pra mim. E, quem sabe, também inspire alguém.
Às vezes, desconectar do mundo é a única forma de se reconectar com a alma.
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Cheila




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