Entre caixas e caminhos
- Cheila Cristina Vieira

- 11 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 12 de jun. de 2025
Sempre tive sede de vida. Uma vontade quase insaciável de viver intensamente, de me lançar em experiências e me aprofundar nelas com o coração aberto. É uma busca constante, e sim, às vezes isso é caótico, até frustrante, porque crescemos ouvindo que o certo é caber — caber em rótulos, em caminhos lineares, em estruturas prontas. Mas a vida, ah… ela vive me ensinando o oposto: a sair das caixas, a me expandir.
Alguns dizem que sou inconstante — e talvez eu seja mesmo. Ou talvez eu apenas esteja dançando com a vida, experimentando tudo o que ela tem pra me oferecer. Não consigo me contentar com o raso, com o previsível, com uma única forma de ser. Isso vai contra tudo em que acredito. Somos vastos, criativos, múltiplos. Se temos dentro de nós tantos mundos, por que viver apenas um?
Não estou dizendo que é fácil ou simples assim. Não existe uma receita pronta.
Eu mesma já passei por muitos desafios e, por um tempo, até tentei caber. Mas não era o meu caminho. Não fazia parte da minha essência nem da minha natureza aventureira. Por mais que eu tenha tentado negar isso, o universo sempre dava um jeito de me lembrar: “É por ali, criatura... voa!”
Precisa de coragem, sim. Mas quando paro pra pensar que a vida é agora, que daqui não levamos nada além das nossas experiências, me pergunto: por que não mergulhar nos meus sonhos — com ou sem coragem?
Acredito que a vida é mais bela, mais leve, quando seguimos aquele entusiasmo silencioso, aquele impulso que vem da alma. E é esse impulso que eu escolho seguir.
Não falo isso julgando quem encontra seu lugar e escolhe ficar. Há beleza nisso também. Mas, no meu caso, se eu não me movimento, se não me reinvento, o tédio me engole. E eu prefiro mil vezes o risco do novo à segurança do morno. Porque pra mim, viver é isso: um eterno recomeçar, com coragem, curiosidade e alma aberta. Pronta pra novos desafios e diversos recomeços.
E você? Tem se permitido sair das suas caixas? Ou tem vivido dentro de um molde que já nem faz mais sentido? Talvez seja hora de olhar com mais carinho para os seus caminhos — e se perguntar: O que mais existe em você que ainda não foi vivido?
Um convite à reflexão, com amor,
Cheila




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