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Sobre o medo de ser julgada — e a beleza de ser única

Atualizado: 12 de jun. de 2025


Por muito tempo, eu tive medo de ser julgada.

Esse medo morava em mim como se fosse parte da minha identidade.

Eu podia estar sozinha, em silêncio, mas ainda assim sentia como se o mundo estivesse me observando — analisando meus gestos, escolhas, palavras, roupas…

Como se houvesse uma lente crítica sempre apontada para mim.

Esse medo me moldou.

Me fez vestir personagens, me esconder, tentar caber em moldes que nunca foram meus.

Eu já fui muitas versões para me sentir aceita — mesmo que no fundo isso me afastasse de mim mesma.

Durante anos, esse medo falava mais alto. Até que, com o tempo, com os processos de cura, com as terapias, com o silêncio… ele começou a perder força. Hoje, ele ainda aparece de vez em quando, mas não comanda mais meus passos. Eu olho pra ele com carinho, agradeço por tentar me proteger — mas sigo em frente com o coração aberto.


Porque entendi que o julgamento sempre vai existir. Mas o que realmente me prendia não era o julgamento do outro, e sim o que eu mesma acreditava sobre mim. A forma como eu me via. A exigência de ser aceita. A ilusão de que eu precisava ser perfeita para ser amada.

E não. A verdade é que só fui me sentindo realmente livre — e feliz — quando parei de me importar tanto com o que os outros pensam. Quando comecei a viver por mim, e não para os olhos alheios.

Quando percebi que ninguém carrega minha história, ninguém calça meus sapatos, ninguém sente o que eu sinto.

Então por que deixar que opinem sobre o que nem conhecem de verdade?


Cada ser humano é um universo.

Cheio de expressões, formas de sentir, jeitos de ser.

E é isso que nos torna lindamente humanos.

Não há vergonha em ser diferente, sensível, ousada, intensa.

Não há erro em ser você.


No fim das contas, o medo do julgamento nos afasta da nossa verdadeira essência.

Aprendi que a nossa liberdade mora justamente no momento em que paramos de tentar agradar a todos.

Levei anos para compreender que a única aprovação que realmente importa é a minha.

E que cada um de nós tem uma beleza única, que se revela quando somos fiéis ao nosso próprio ritmo, forma e expressão.


Como diz no livro A Coragem de Não Agradar: "A maior liberdade é ser você mesmo, sem a necessidade de ser aceito pelos outros."


Hoje, eu celebro minha autenticidade — e a de cada pessoa que cruza meu caminho.

Porque o mundo não precisa de cópias, precisa de gente real.

E quanto mais você se permite ser quem é, mais inspira outros a fazerem o mesmo.


Então, se hoje você sente esse medo de ser julgada, acolha isso com gentileza.

Mas saiba: ele não precisa te guiar.

Você pode, aos poucos, abrir espaço para o seu brilho verdadeiro aparecer.

E descobrir o quanto é leve — e libertador — viver sendo você, por inteiro.



Com amor,

Cheila

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