Trinta e uns...e a beleza de se permitir mudar
- Cheila Cristina Vieira

- 26 de mai. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 12 de jun. de 2025
Sabe aqueles dias que parecem alinhados com a sua alma? Onde o frio chega mansinho, o cheiro da chuva invade a casa e a vida sussurra:“Respira... olha pra dentro... o novo está chegando.” Pois é. Esse texto nasce exatamente desse lugar. Entre cafés, introspecções, ciclos que se encerram e outros que começam. E eu te convido a sentar aqui comigo, nesse cantinho, pra ler, sentir e, quem sabe, também se inspirar a acolher seus próprios movimentos internos.
No dia 24 de maio de 1990, às exatas 20 horas, eu decidi dar as caras por aqui novamente. Cheguei plena... até receber aquele famoso tapinha do médico (risos).
Brincadeiras à parte, 24 de maio foi meu aniversário. E, sabe, eu sempre amei datas comemorativas — celebrar, estar rodeada de pessoas queridas, festas, encontros, partilhas... Mas, com o tempo, fui sentindo uma vontade quase que vital de viver esses momentos na minha própria companhia, na minha solitude sagrada. E a verdade é que... eu sempre gostei de estar sozinha.
Hoje, nessas datas, me dedico a fazer rituais, meditações e conexões profundas comigo e com o universo. Aproveito a potência energética do portal que se abre, para expandir ainda mais minha consciência.
E, posso dizer, esse sábado foi simplesmente um presente perfeito da Vida, de Deus/Deusa.O dia amanheceu frio, nublado e com uma garoa que trazia no ar aquele cheiro único, cheiro de terra molhada, de aconchego — pura perfeição da natureza. E eu pensei:“Obrigada, Deus... melhor presente de todos.”
Meu plano inicial? Conhecer uma cafeteria, assistir à estreia do novo documentário da Rita Lee, passar numa cachoeira e, depois, voltar pra casa com aquela sensação de missão cumprida, tendo feito tudo que amo.
Mas… não foi bem assim que aconteceu.Quando a garoa apertou, senti meu corpo pedindo recolhimento, silêncio, e aquela vontade de não fazer absolutamente nada. Ou melhor, fazer tudo que eu amo, mas estando em casa.
Comprei um bolinho desses mais saudáveis — só pra deixar o café da manhã ainda mais especial. No fim, o bolo ficou pra tarde (risos). Inicei a manhã em tom de nostalgia, assistindo — Gilmore Girls — mas logo me entreguei a uma maratona de anime — Romantic Killer — divertidíssimo, daqueles que te fazem esquecer da vida. Resultado? Terminei tudo em um único dia. Hiperfoco, oi?
Entre episódios, também mergulhei na leitura de um livro que sempre me chama de volta: “A Arte de Viver”, de Epicteto. Que livro, minha gente! Filosofia pura, que toca, que acorda, que dá aquele tapa mais elegante na cara da vida.
No fim da tarde, preparei um banho de banheira cheio de espuma, como nos tempos de criança... cheirinho bom, água quente, silêncio. Pura presença.
E, na minha introspecção, com o coração transbordando, chamei só meu pai e minha mãe pra aquele momento simples e especial: cantar os parabéns. Na mesa, um bolo indiano, com uma vela dourada onde se lia: “Trinta e uns...” (Faça as contas!)
Pra encerrar a noite, como de costume, às exatas 20 horas, o horário em que cheguei a este mundo, fiz minha meditação. Acendi uma vela artesanal de cera de abelha, fiz meus decretos, meus ancoramentos e mergulhei numa conexão profunda, intensa e visceral com a Fonte Criadora.
Entre arrepios, lágrimas, emoções e muitos suspiros, só gratidão. Gratidão por estar. Por ser. Por existir.
O dia me trouxe tamanha reflexão, tamanha expansão interna, que nem consegui escrever. Tudo ficou reverberando no mental, no coração, no astral, no cosmos...
E te digo uma coisa com toda a certeza: tudo o que eu já li sobre os 35 anos, sobre o quinto setênio, faz muito sentido. Há semanas já vinha sentindo movimentos internos, mudanças sutis e profundas... E no dia do portal, ficou claro: ali estava eu, me despedindo de uma versão que não faz mais sentido, que não cabe mais, que não me representa mais.
Tem muita coisa indo... e tem muita coisa nova chegando.
E, sim, às vezes dá aquele friozinho na barriga, aquele medo do desconhecido... mas sigo aberta, rendida, disponível para tudo aquilo que a vida quer me entregar.
Afinal, a mesmice sempre me entediou.Minha alma se alegra com tudo que é novo, diferente e autêntico. E é por esse caminho que eu escolho seguir.
E você? Tem sentido por aí algum ciclo se fechando, alguma versão de si mesma pedindo para ser deixada pra trás? A vida, às vezes, só quer que a gente desacelere… respire… e confie.
Me conta nos comentários: O que o seu coração tem te pedido ultimamente?
Com amor, café e muitos respiros, Cheila




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